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sábado, 1 de setembro de 2012

A Lágrima


Forma-se bem no canto das janelas da alma. É tímida inicialmente. Tímida sem exageros, pois o peso que lhes foi designado é bem maior que o tamanho físico. Singela, escorre numa corrida angustiante para chegar ao fim, fugindo de quem a criou.

Ávida, molha tudo o que vê pela frente, limpando a alma e renovando o sentido pelo qual foi feita. Quando chega ao desfecho da sua jornada, leva consigo as dores e as aflições do espírito. Alivia, relaxa, renova. 

Logo que escapa, libera tantas outras expressões de forma única e inexplicável; sejam elas de alegria ou de tristeza. É o gatilho do sentimento em sua forma mais extrema. É a liberdade da emoção.

Dá-nos certezas, lições e aprendizagens que jamais teremos novamente. Sente-se o abatimento saindo corpo. Dá-nos a certeza de que ainda somos humanos.

Uma simples gota de água com um pouco de sal é mais pesada que o próprio criador.

domingo, 12 de agosto de 2012

Quão pequenos?


Primeiramente, gostaria de me desculpar pela minha ausência do blog, pois minha vida acadêmica não me permite postar semanalmente, como eu adorava fazer durante as férias! Um pouco se deve também à minha inspiração, pois é sabido que todo artista, quer seja ele grande ou pequeno, lírico ou teatral, músico ou pintor, demanda certos tempo e esforço para a criação de uma obra que lhe agrade. Escrevo meus textos por paixão, não por vão sentimento ou pra ganhar minha vida com isso, mas pela liberdade do pensamento, pela simples e pura expressão de meu ser.

Já havia afirmado Manuel Bandeira:

"Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.


Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.


E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.


- Eu faço versos como quem morre."


Desta vez, a inspiração me ocorreu assim que assisti a um vídeo. Não sei se a harmonia dos versos com a música me tocou ou se uma epifania me ocorreu, porém sinto como se não há muito tempo não tivesse sido abalado desta maneira por algo.

Gosto muito da noite, acredito que o tapete de estrelas que chamamos de céu esconde muito mais do que aparenta e que aqueles pontos brilhantes que cintilam envoltos por um manto negro-aveludado podem nos falar muito mais sobre quem somos, por que estamos aqui e para onde iremos.

A astronomia não é uma ciência, é um fenômeno. O estudo dos astros celestes nada mais é do que a observação da existência, de forma plena, e a melhor constatação acerca de todas as perguntas que a humanidade tem realizado.

Apesar de muitos afirmarem que a ciência não abre espaço para a liberdade do pensamento, pois ela deve ser exata, demonstrando a “verdade” absoluta de todas as coisas, penso que a ciência nada mais é do que a tentativa da humanidade em ser pé-no-chão e de tentar esquecer quão pequena esta é se comparada com tudo que a cerca. A morte é uma das provas de que somos tão pequenos a ponto de não poder escapar desta e por isso a medicina vem se desenvolvendo, para que possamos, cada vez mais, nos dedicarmos ao nosso materialismo. Não criticando a profissão de médico, uma profissão nobríssima, já que esta é responsável pela manutenção de nossa vida e laços que realizamos durante nossa passagem terrena, porém a negação de nossa pífia existência, de quão pequenos realmente somos, cria o que é, talvez, o maior inimigo de nossa mente, o Ego. Este mesmo ego que nos faz sobrepujar pessoas, desmerecer vidas, subestimar decisões e impede que nos lancemos no futuro de braços abertos, aceitando quem realmente somos.

Agora devem estar se perguntando: “Quem nós realmente somos?” e eu lhes respondo com um tímido sorriso em meu rosto: “Eu não sei.” Minha existência não é grande, nem tão suficientemente sábia pra responder esta questão, porém lhes digo que, se vocês se dedicarem a observar o céu, nem que seja por alguns instantes e pensar nesta pergunta, creio que milhões, talvez bilhões de imagens apareçam em suas cabeças, sentimentos aflorem em seus peitos e suas mentes irão se abrilhantar, cada vez mais, com as consequências de seus atos e assim, meus caros amigos, que vocês tirarão lições pra suas vidas.

Olhe pro céu à noite, faça um pedido, tome uma atitude e quem sabe, em um futuro próximo vocês poderão olhar pro passado e sorrir diante de um céu salpicado de pequenos grãos de poeira.



~Este foi o vídeo que me inspirou, espero que também emocione a todos, au revoir!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Childhood

Relembrando e assomprando fotos velhas de um álbum há tempos trancado tenho a nítida sensação nostálgica que um senhor de 70 anos deve sentir em seu peito ao olhar seus netos correrem pela sala. Recentemente uma campanha do facebook reativou essa parte de meu córtex cerebral. Foi tão nostálgico conversar com Scooby-Doo, com Dragon Ball, Flintstones, Cavaleiros do Zodíaco, dentre tantos outros desenhos que marcaram minha infância. Ao lembrar dos velhos cartuchos assopráveis, dos tazos holográficos que vinham nos 'chips' de sabores que fediam tanto que botar um aberto no fundo da sala de aula na 'hora do recreio' era a melhor pegadinha existente!

Mas o mais incrível e que me dá mais orgulho de tudo isso, foi uma Campanha de nossa Ordem nas Escolas Municipais da cidade. Compramos bolo, refrigerante, sorvete, fizemos algodão-doce e alugamos algumas camas-elásticas para passar periodos com crianças nas escolas. DeMolays unidos, de 13 até 20 anos trabalhando em prol da conservação da educação, do riso, da felicidade mas acima de tudo, da caridade. Cada gargalhada, sorriso tímido, de canto, valeu o cansaço de exaustivos dois dias de trabalho.

Todo jovem em algum ponto de sua vida tende a se deparar com essa época de sua vida e encará-la, e todo jovem deveria levá-la como uma preciosa jóia guardada a sete chaves em seu peito de mármore, como um tesouro a ser guardado pra sempre em sua recôngita memória. Para que, quando cheguemos ao meio dia de nossas vidas, contemplemos um trabalho bem feito.

Infância

Almanaques, Bicicletas, Chambinhos,
ABC, uma vida a nascer.
Desenhos, Esconde-esconde, Figurinhas,
DEF, uma pessoa a viver.
Gibis, Heróis, Iogurtes,
GHI, um bebê a engatinhar.
Jabuticabas, Karaokês, Letronix,
JKL, uma pessoa a caminhar.
Machucados, Nintendos, Orelhão,
MNO, uma criança a colorir.
Pirocópteros, Quindins, Rolimã,
PQR, uma pessoa a sorrir.
Salgadinhos, Toddynhos, Uniformes,
STU, um adolescente a se opor.
Viagens, Windows, Xampu,
VWX, uma pessoa a compor.
Yakult e Zodíaco.

Ao me deparar com o Y e o Z
de início quase morro de desgosto,
mas quando percebo o abecedário da vida,
um largo sorriso se abre em meu rosto!

:)

(CASTELANI, Paulo G., 12 de outubro de 2011)

E para não perder o costume, uma pequena amostra de minha infância:




~Dedicado ao tempo, o derradeiro destino de tudo que respira ou existe.

domingo, 11 de setembro de 2011

Sonho



Espelhos da alma, refletem a felicidade que se encontra em sua mente. Quando se está em paz, tendo sonhos tranquilos, eles servem como uma distração, um televisor de objetivos. Os sonhos também podem ser flashes do nosso passado, de momentos bons passados em lugares, com objetos, com pessoas, ou demonstrando sensações.

Acredito que sonhamos porque nossa alma precisa de uma folga do dia-a-dia, porque ela necessita de uma 'folga' do stress do cotidiano e nós simplesmente caímos no mundo dos sonhos para escapar da realidade vil e cruel de nossos tempos.

Mas às vezes, o sonho nos escapa e nossa mente nos prega peças, atormentando nossos pensamentos com pesadelos. Estes, por sua vez, são reflexos de nossos medos, nossas fobias, ansiedades, remorsos e angústias da vida, escondidas no mais recôndito espaço de nossa vasta rede mental.

É fato que o ser humano utiliza apenas 10% de sua capacidade mental. Os outros noventa estão apenas ativos ao sonhar e só podem ser utilizados com a ajuda de psicólogos e psiquiatras. Assim, de uma forma um tanto quanto reversa ao Ludismo, eu diria, a máquina se rebela contra seu dono, a tal "Revolução das Máquinas" temida nas várias etapas das Revoluções Industriais, onde a criatura se rebela ao criador.

Eu venho tentando entender em minha mente, o objetivo de meus sonhos, sonhos com lugares que passei, sonhos com momentos que tive, sonhos com objetivos que alcancei, sonhos com pessoas das quais tive muitas alegrias e felicidades ao lado. E o mais estranho de tudo isso é que, no sonho, nossas emoções estão em um caldeirão, misturadas, indistintas, e quando abrimos a tampa do mesmo ao abrir nossos olhos terrenos, nós as temos, lado a lado, como um aperto em nosso coração.

Sonhos, são flashes de nossa mente que servem para nos impulsionar e nos atormentar, espelhos de nosso passado e presente que nos dão, cada vez mais, a incerteza do futuro.

Saudações a Dalí!
Paulo G. Castelani 


Acordei com essa música na cabeça:


Bom domingo!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Déjà vu


A sensação de ter passado pelo mesmo antes. Mesmo frio, mesmo lugar, mesmo sentimento no peito.

Wikipediando: "Essa sensação se dá por conta que uma memória ou uma simples lembrança de algo que aconteceu rapidamente, fique armazenada em sua memória de longo prazo, sem passar pela memória imediata, ou seja, você guardou uma lembrança de algo, que você "não presenciou", ao presenciar novamente você tem a estranha sensação de já ter vivenciado aquele fato."

Podem ser bons ou ruins. Absolutamente, hoje foi bom. O que sinto hoje, é ruim. Não tento esquecer o tempo, o tempo é bom, nós temos que aprender com ele. Não me arrependo de nada que fiz, de nenhum de meus amores, guardo com carinho as lembranças e continuo seguindo em frente, sem abaixar a cabeça quando alguém me sobrepõe um olhar. E assim eu deveria me sentir alegre, vivo, certo? Errado. Eu idealizo demais, me lanço em um futuro distante, onde carros flutuam sobre nuvens, deslizando em um balé pelo céu. A realidade, o ato de "botar os pés no chão", entretanto, é tão complexo, tão diferente de como penso que normalmente meus joelhos se esfacelam toda vez em que o Presente me chama.

Eu sou um ser apaixonado, amo o que faço, amo meus versos, amo ideais, amo virtudes, amo minha vida, amo, amo amo am a...
Mas amor nos dias de hoje -aquele dos contos de fadas, de cavaleiros reluzentes, princesas em perigo, finais felizes- é metaforizado em carne. Nunca fui poeta da carne, nunca almejei o ter posse, o agarrar, o abocanhar, deixo isso aos cães! Sempre idealizei o amor, sempre senti o máximo que esse amor poderia me fornecer, mas Deus, como é difícil amar!

Mudar é preciso, conviver é necessário, mas amar, é obrigatório.

Amor ao próximo, amor aos pais, amor à pátria, amor à vida, amor à virtudes, amor.
Mas quando deixamos de amar, deixamos de crer. E às vezes o problema não é deixar de amar, mas deixar de confiar, de acreditar, de viver. Assim, átomos se dividem, continentes viram ilhas, Galáxias se afastam no vasto infinito do Universo.

Amar: verbo transitivo direto!
Perdoem-me os linguistas e gramáticos, correção:
Amar: verbo intransitivo!

Tudo bem que a sociedade hoje banaliza e parece sempre reafirmar o comportamento brutal do homem. Seres do Paleolítico, desprovidos de qualquer sensibilidade, rústicos, lascando pedras à vontade alheia!
Eu não puxo mulheres pelos cabelos, não rasgo carne crua com os dentes, não caço. E assim, como um homem que tem conciência que sabe (homo sapiens sapiens) eu continuo a AMAR.

~Perdão caros símios, mas doze mil anos nos separam.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Nostalgia

-Deriva Nostálgica-

Ah, os tempos de criança! Pular, correr, morder, puxar, brincar, brincar, brincar!
Como era bom fazer do Sol minha touca de lã, dos dias o meu recreio, da escola meu playground, da vida o meu carrossel! Alguns me falam: "Nostalgia aos 18? Tá crescendo cabelo branco? Já tá com dores nas costas?", de primeira instância rio da situação, mas sim, "Está" e "Estou". Tive essa sensação repentina ao pisar no meu colégio, ao olhar fotos antigas da minha turma, mas a maior sensação que eu já tive foi hoje, ao ver cerca de 6 a 7 moleques espirrando água da piscina pra tentar retirar uma bola lá do meio. Daí me lembro dos tombos de bicicleta, das partidas de futebol que eu passava no gol, em tantos sabores de sorvete que eu experimentei, em tantas paixonites que eu tive quando pequeno, em tantas risadas, cheetos abertos no fundo da sala, lápis apontados até o "toco" e borrachas minúsculas com a intenção de acabá-las. Garrafinhas de sodinha, balas de iogurte ou coca-cola, salgadinhos da cantina, comendo no pátio repleto de mangas caídas e flores ao chão nos dias de outono. De voltar pra casa aos prantos por ter caído e ralado os dois cotovelos! De chamar os amigos pra dar pulos recém-inventados na piscina, ser picado por marimbondos, brincar de lego com os amigos, montando casas, carros, turbinas de avião, espacionaves (provável razão pra eu adorar a arte da Engenharia), de tomar limonada em dias quentes de verão e de chamar os amigos para posar em casa só pra poder dormir tarde com a desculpa de estar jogando videogame! Mas principalmente de ter acordado com vontade de ir pra escola, de passear pela vizinhança só pra passar por esses e tantos outros momentos e aos poucos, descubro minha vida, redescubro meus pensamentos, e mais do que nunca: sou feliz!

Nostalgia

Bola na água: olhinhos atentos
Com três bonés retiram a redonda
Partida retorna, infância no vento.

~Dedicatória aos meus tempos de "moleque".

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Força

Me sentindo um lixo.

Não sei, um sentimento que corrói, de impotência, de desespero, incerteza, me sentindo um imprestável, sabe, um aposto da sociedade. Não sei se posso cumprir o que confiam a mim, afinal eu não passo de um moleque que completará 18, que por sinal, tenderá a ser o aniversário mais triste que já tive. Amigos indo embora, e eu aqui, cumprindo meu papel como "tiozão de cursinho" em mais um ano em que, cada progresso que eu tivesse seria um passo em rumo à solução dos meus problemas, mas não, continuo aqui preso na 'História', em 'Artes', 'Sociologia', 'Filosofia' e todas as "-ias" da vida escolar. Não que eu não goste dessas matérias, mas acontece que todos à minha volta estão no 'Cálculo', 'Ciência e Engenharia dos Materiais' e 'Geometria Analítica'. Vêem a diferença?
Eu poderia muito bem estar aprendendo, me tornando um profissional, ajudando com as despesas da família, pagando um seguro de saúde decente, pagando um médico capacitado, comprando um carro melhor, mas que não engasgue a cada esquina. Tô cansado, de tudo isso que passo.
Mas o que me impulsiona de verdade é saber que existem pessoas que me querem fazer o bem, que me apoiam, se importam comigo, me ajudam a levantar do foço e a ver o quão abençoado eu sou, porque eu poderia estar bebendo água de torneiras de casas alheias, comendo por bondade de donos de restaurantes os restos do serviço deles ou mesmo estendendo uma toalha no chão com um pedaço de espuma e chamando de "lar".
Obrigado Deus, por tudo que tem feito na minha vida e eu sei que nada acontece por acaso. Só tem me dado bençãos em cada um de meus passos, mesmo que às vezes esses passos mais se pareçam com tropeços, mas ninguém tropeça para trás quando se caminha para frente.
Eu sei que não tenho sido o melhor dos filhos, pois machuquei pessoas amadas, feri gente inocente e bombardeei palavras pífias. Mas eu me arrependo amargamente do todo. Acredito que Dias Melhores virão e que, cedo ou tarde as alegrias retornarão.


Certa vez ouvi um provérbio em que um imperador chinês poderosíssimo estava a caminhar em seu reino e ao ver sua imensidão extendida aos horizontes decidiu pedir ajuda a um sábio para ser um governante mais justo, melhor. Assim, um sábio chega ao palácio e apresenta um livro, de capa opaca, muito fino, quase sem páginas e disse ao imperador: "Em tempos de crise, lerás a primeira página e, em tempos de prosperidade, a segunda." -sumindo na vastidão do império.
Assim, estranhando, o imperador pegou o livro e guardou-o.
Pouco mais de alguns meses, o imperador estava sofrendo pressões da população pois os rios secaram, seu gado morreu e a peste assolava a cidade, assim decidiu seguir o conselho do sábio e lá dizia: "Em tempos de crise, tenha calma, isso vai passar!". Assim um sorriso brotou em seu rosto e não deu outra. Seu reino prosperava como nunca em pouco tempo. Seu primogênito iria se casar com a filha de um imperador próximo e logo seu reino iria se expandir, a população se fartava com o trigo das lavouras e seus cofres explodiam de ouro. Assim, mais uma vez, recorreu ao conselho do sábio que dizia na outra página: "Em tempos de prosperidade, calma, isso vai passar!".

E assim devemos agir mediante à vida.

~Não vou perder minha fé, não agora. Eu sei que em Deus tudo é possível e ele tem o que é meu e reservado. Pode não ser neste momento, mas eu sei que ele providenciará.



Sigo por Ti ♥

sábado, 27 de março de 2010

Porquê's



-Deriva Continental-

Aqui fica minha deriva momentânea. Se no começo, tudo era um, por quê?

Por quê? Por que o tempo tende a separar os unidos? Até mesmo uma maçã, ao apodrecer com o tempo, abre rachaduras, expõe feridas e afasta metades? Por que mesmo a mais forte chuva, com a ação do tempo, tende a se dissipar?
O porquê, caros colegas, está diante de vocês. O tempo é o gume da vida. A ação modeladora, a lâmina final.
Porque até mesmo nós, caros humanos, estamos sujeitos a isso.
No fim, seremos terra e ar, seremos vermes e ossos e, sobretudo, Carne e Espírito.
O que era junto, se separa, mas no final, tudo se completa.

~No começo, um só, mas com o tempo, separados.



Música Relax da vez ;D




Kid Abelha - Lágrimas e Chuva

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pedido



-Reflexão comportamental-


Dias passam, a Terra gira, a terra se esmigalha, o Tempo passa.
Mas uma coisa permanece apesar de tudo: Os laços eternos de amizade e amor. Já dizia Camões:

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Assim, reflito sobre o amor, sentimento nobre, porém capaz de atos impensados pelas mãos imundas do ser humano.


Fruto Proibido

Quem somos nós?
Senão apenas peões
do estranho xadrez da vida?
O mal e o bem, em batalha feroz?

Por um lado temos amor.
Já por outro, a paixão.
O primeiro, enobrecedor.
O segundo, tentação.

Já observei os dois
e ambos vivenciei,
prefiro contar aos poucos
os tombos que já levei.

Já fiz coisas erradas.
Desculpas, já pedi,
mas quando tudo acaba
pressinto um ressentir.

Oh! Fruto proibido, presente em meu viver
Separados pelo próprio sangue, distância e prazer.

Compromisso realmente, pode mesmo não haver.
Mas em minha vida PRESENTE, você eu quero ter.


(CASTELANI, Paulo G. 03 de março de 2010)


~Aqui jaz minhas Desculpas pelos meus atos do passado.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tédio



-Reflexão comportamental-

Ilhado, sozinho em meu apartamento, numa noite chuvosa de madrugada, parecida com os livros empoeirados de Sherlock Holmes de prateleira, começava a relembrar de meus atos anteriores, se havia algo para se arrepender quanto às minhas atitudes nesse ano que se passou.
Não sei se isso se deve ao fato de que tal ano, assim como todos os outros em minha vida, foi feito de escolhas e que, no fundo, eu me arrependera de algumas, mas de uma coisa sei, relembrei de cada uma delas em um efeito flashback, tudo isso em menos de um minuto, pode fazer as contas?

Todos fazemos escolhas, e uma coisa falo, caros amigos, não se arrependam das suas!



Realidade


Que atire a primeira pedra
quem nunca
errou nesta vida
que em um pensamento deslizou
ou cutucou uma amarga ferida.

Critiquem o quanto quiser
atrás de mentiras não correrei mais
pois assim criado, assim sou,
em minhas palavras não volto atrás.

Eu achava que não merecia
aquela sensação que eu sentia.
Se chorava ou se sorria,
indecisões a me cercar.

Mas quando seu mundo cai,
seu sonho todo se esvai
e do reino da luz sai,
te resta apenas pensar.

A vida é passageira,
com o tempo será poeira,
mas sinceridade, a real guerreira,
para sempre restará.

(12 de janeiro de 2010)


~O que realmente importa na vida não são suas escolhas, mas suas atitudes!