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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Grito da alma

O grito da alma ou "kiai" é a exteriorização de sua energia, a concentração de suas forças mais internas e exteriorização para a superação de barreiras. Essa energia é a canalização do mais íntimo de nosso ser, a essência de nossa força vital que, unida às demais forças, move e coordena tudo no Universo.


Assim como nós temos limitações e características diferentes nossa alma grita de forma diferente ao ser submetida à prova de fogo do cotidiano. A prova de fogo pode vir de várias formas diferentes, seja da dificuldade financeira, problemas familiares, frustração em relação à objetivos pessoais ou mesmo de uma simples farpa que atravesse algum pé desavisado e cada um tem a prova que mere

ce. 

O Universo conspira de forma independente em cada um e é criativo para que aprendamos o ser também. Porém, seu grito sempre será suficiente para superar a criatividade do Universo, essa é a lei. A lei dita que devemos sempre canalizar nossas forças, pensamento e espírito ao máximo, em tudo que fizermos e, ao fazer isso, a improbabilidade torna-se nula e conseguimos ascender cada vez mais em direção ao céu.

Me despeço agora de minha querida faixa vermelha (aka-obi), depois de 4 anos de adversidades, luta, perseverança, garra, superação e hoje a fênix queima com mais ardor das feridas do caminho e sobe, mirando o céu!


Like the legend of the phoenix

All ends with beginnings ♪

domingo, 12 de agosto de 2012

Quão pequenos?


Primeiramente, gostaria de me desculpar pela minha ausência do blog, pois minha vida acadêmica não me permite postar semanalmente, como eu adorava fazer durante as férias! Um pouco se deve também à minha inspiração, pois é sabido que todo artista, quer seja ele grande ou pequeno, lírico ou teatral, músico ou pintor, demanda certos tempo e esforço para a criação de uma obra que lhe agrade. Escrevo meus textos por paixão, não por vão sentimento ou pra ganhar minha vida com isso, mas pela liberdade do pensamento, pela simples e pura expressão de meu ser.

Já havia afirmado Manuel Bandeira:

"Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.


Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.


E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.


- Eu faço versos como quem morre."


Desta vez, a inspiração me ocorreu assim que assisti a um vídeo. Não sei se a harmonia dos versos com a música me tocou ou se uma epifania me ocorreu, porém sinto como se não há muito tempo não tivesse sido abalado desta maneira por algo.

Gosto muito da noite, acredito que o tapete de estrelas que chamamos de céu esconde muito mais do que aparenta e que aqueles pontos brilhantes que cintilam envoltos por um manto negro-aveludado podem nos falar muito mais sobre quem somos, por que estamos aqui e para onde iremos.

A astronomia não é uma ciência, é um fenômeno. O estudo dos astros celestes nada mais é do que a observação da existência, de forma plena, e a melhor constatação acerca de todas as perguntas que a humanidade tem realizado.

Apesar de muitos afirmarem que a ciência não abre espaço para a liberdade do pensamento, pois ela deve ser exata, demonstrando a “verdade” absoluta de todas as coisas, penso que a ciência nada mais é do que a tentativa da humanidade em ser pé-no-chão e de tentar esquecer quão pequena esta é se comparada com tudo que a cerca. A morte é uma das provas de que somos tão pequenos a ponto de não poder escapar desta e por isso a medicina vem se desenvolvendo, para que possamos, cada vez mais, nos dedicarmos ao nosso materialismo. Não criticando a profissão de médico, uma profissão nobríssima, já que esta é responsável pela manutenção de nossa vida e laços que realizamos durante nossa passagem terrena, porém a negação de nossa pífia existência, de quão pequenos realmente somos, cria o que é, talvez, o maior inimigo de nossa mente, o Ego. Este mesmo ego que nos faz sobrepujar pessoas, desmerecer vidas, subestimar decisões e impede que nos lancemos no futuro de braços abertos, aceitando quem realmente somos.

Agora devem estar se perguntando: “Quem nós realmente somos?” e eu lhes respondo com um tímido sorriso em meu rosto: “Eu não sei.” Minha existência não é grande, nem tão suficientemente sábia pra responder esta questão, porém lhes digo que, se vocês se dedicarem a observar o céu, nem que seja por alguns instantes e pensar nesta pergunta, creio que milhões, talvez bilhões de imagens apareçam em suas cabeças, sentimentos aflorem em seus peitos e suas mentes irão se abrilhantar, cada vez mais, com as consequências de seus atos e assim, meus caros amigos, que vocês tirarão lições pra suas vidas.

Olhe pro céu à noite, faça um pedido, tome uma atitude e quem sabe, em um futuro próximo vocês poderão olhar pro passado e sorrir diante de um céu salpicado de pequenos grãos de poeira.



~Este foi o vídeo que me inspirou, espero que também emocione a todos, au revoir!

sábado, 31 de dezembro de 2011

Realização


Faz um tempinho que não posto aqui no blog e este post não é como os anteriores.

Esse post é um agradecimento aos leitores que me acompanham e a Deus, por ter me feito experimentar de um ano que vou levar pro resto de minha vida.

No começo deste ano estudei, estudei e estudei. Parecia que este ano iria passar despercebido assim como os outros, mas houveram pessoas que fizeram meu ano brilhar e meu sonho se tornar realidade. Um agradecimento aos meus professores do Dynamis: Thiago, Saulo, Éder, Edinei, Lauriê, Dani, Audrew, Marga, Jovana, Dervânia, Sher, Altair, aos professores do Sapiens: Gaiolla, Alisson, Flávio, Anna, Dênis, Chico, Rick, Marcão, Toid, Vini, Oli. Além disso também agradeço a muitas outras pessoas que me impulsionaram, seja na minha vida amorosa, seja colegas de estudo, sejam meus parceiros que vou levar pra vida toda, esse post é pra vocês.
Aprendi nessa vida que nós aprendemos, com cada pessoa que passa nas nossas vidas. Todos nós passamos por experiências ruins, mas mesmo essas experiências servem para crescermos como pessoas de bem, para aprendermos lições e amadurecermos com cada tombo. E são nesses tombos que descobrimos quem são verdadeiros amigos, irmãos, e quem de verdade quer nosso bem. Aos meus amigos, colegas, minha família, e meu amor ♥

Obrigado a todos, e como o início desse blog há 3 anos, desejo que 2012 seja um ótimo ano para todos, que muitas realizações venham para a vida de todos, assim como o ano de 2011 foi para mim. O ano da Ordem, o ano de felicidades e o ano da minha profissão!

Paulo G. Castelani, Acadêmico da UEM de Eng. Química


Um Feliz 2012 e muita paz!


domingo, 11 de setembro de 2011

Sonho



Espelhos da alma, refletem a felicidade que se encontra em sua mente. Quando se está em paz, tendo sonhos tranquilos, eles servem como uma distração, um televisor de objetivos. Os sonhos também podem ser flashes do nosso passado, de momentos bons passados em lugares, com objetos, com pessoas, ou demonstrando sensações.

Acredito que sonhamos porque nossa alma precisa de uma folga do dia-a-dia, porque ela necessita de uma 'folga' do stress do cotidiano e nós simplesmente caímos no mundo dos sonhos para escapar da realidade vil e cruel de nossos tempos.

Mas às vezes, o sonho nos escapa e nossa mente nos prega peças, atormentando nossos pensamentos com pesadelos. Estes, por sua vez, são reflexos de nossos medos, nossas fobias, ansiedades, remorsos e angústias da vida, escondidas no mais recôndito espaço de nossa vasta rede mental.

É fato que o ser humano utiliza apenas 10% de sua capacidade mental. Os outros noventa estão apenas ativos ao sonhar e só podem ser utilizados com a ajuda de psicólogos e psiquiatras. Assim, de uma forma um tanto quanto reversa ao Ludismo, eu diria, a máquina se rebela contra seu dono, a tal "Revolução das Máquinas" temida nas várias etapas das Revoluções Industriais, onde a criatura se rebela ao criador.

Eu venho tentando entender em minha mente, o objetivo de meus sonhos, sonhos com lugares que passei, sonhos com momentos que tive, sonhos com objetivos que alcancei, sonhos com pessoas das quais tive muitas alegrias e felicidades ao lado. E o mais estranho de tudo isso é que, no sonho, nossas emoções estão em um caldeirão, misturadas, indistintas, e quando abrimos a tampa do mesmo ao abrir nossos olhos terrenos, nós as temos, lado a lado, como um aperto em nosso coração.

Sonhos, são flashes de nossa mente que servem para nos impulsionar e nos atormentar, espelhos de nosso passado e presente que nos dão, cada vez mais, a incerteza do futuro.

Saudações a Dalí!
Paulo G. Castelani 


Acordei com essa música na cabeça:


Bom domingo!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Déjà vu


A sensação de ter passado pelo mesmo antes. Mesmo frio, mesmo lugar, mesmo sentimento no peito.

Wikipediando: "Essa sensação se dá por conta que uma memória ou uma simples lembrança de algo que aconteceu rapidamente, fique armazenada em sua memória de longo prazo, sem passar pela memória imediata, ou seja, você guardou uma lembrança de algo, que você "não presenciou", ao presenciar novamente você tem a estranha sensação de já ter vivenciado aquele fato."

Podem ser bons ou ruins. Absolutamente, hoje foi bom. O que sinto hoje, é ruim. Não tento esquecer o tempo, o tempo é bom, nós temos que aprender com ele. Não me arrependo de nada que fiz, de nenhum de meus amores, guardo com carinho as lembranças e continuo seguindo em frente, sem abaixar a cabeça quando alguém me sobrepõe um olhar. E assim eu deveria me sentir alegre, vivo, certo? Errado. Eu idealizo demais, me lanço em um futuro distante, onde carros flutuam sobre nuvens, deslizando em um balé pelo céu. A realidade, o ato de "botar os pés no chão", entretanto, é tão complexo, tão diferente de como penso que normalmente meus joelhos se esfacelam toda vez em que o Presente me chama.

Eu sou um ser apaixonado, amo o que faço, amo meus versos, amo ideais, amo virtudes, amo minha vida, amo, amo amo am a...
Mas amor nos dias de hoje -aquele dos contos de fadas, de cavaleiros reluzentes, princesas em perigo, finais felizes- é metaforizado em carne. Nunca fui poeta da carne, nunca almejei o ter posse, o agarrar, o abocanhar, deixo isso aos cães! Sempre idealizei o amor, sempre senti o máximo que esse amor poderia me fornecer, mas Deus, como é difícil amar!

Mudar é preciso, conviver é necessário, mas amar, é obrigatório.

Amor ao próximo, amor aos pais, amor à pátria, amor à vida, amor à virtudes, amor.
Mas quando deixamos de amar, deixamos de crer. E às vezes o problema não é deixar de amar, mas deixar de confiar, de acreditar, de viver. Assim, átomos se dividem, continentes viram ilhas, Galáxias se afastam no vasto infinito do Universo.

Amar: verbo transitivo direto!
Perdoem-me os linguistas e gramáticos, correção:
Amar: verbo intransitivo!

Tudo bem que a sociedade hoje banaliza e parece sempre reafirmar o comportamento brutal do homem. Seres do Paleolítico, desprovidos de qualquer sensibilidade, rústicos, lascando pedras à vontade alheia!
Eu não puxo mulheres pelos cabelos, não rasgo carne crua com os dentes, não caço. E assim, como um homem que tem conciência que sabe (homo sapiens sapiens) eu continuo a AMAR.

~Perdão caros símios, mas doze mil anos nos separam.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Relógio


Um DeMolay literal é aquele que segue sua vida às virtudes consagradas: Amor filial, Reverência pelas coisas sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo. Será que em nosso dia-a-dia as cumprimos? Será que, por um breve momento que seja, nós não as desmerecemos inconscientemente?

Amor filial, o afável amor entre pais e filhos, parafraseando o Decálogo: “Honrar pai e mãe”, em dias que os pais (antes vistos como sábios) são taxados de ultrapassados... Ter reverência por algo sagrado é, ao mesmo tempo, ter respeito e fé conciliados e, rodeados de fanatismo, incredulidade e extremismo religioso, cada vez se torna mais complicado ponderarmos preceitos... Cortesia é algo em falta, já que vivemos em uma sociedade individualista, onde a única coisa importante é o seu próprio bem estar... Companheirismo então, talvez a virtude mais importante da Ordem DeMolay, é deixada de lado e amizades se esfarelam... Fidelidade, em um mundo de tentações, de falta de compromisso, vidas duplas... Pureza rodeada por valores tortos, idéias distorcidas... E o Patriotismo, onde se observa diariamente corrupção, nepotismo e indigência parlamentar.

Agora nos sobra a pergunta: É fácil ser um DeMolay?

A resposta nos é mais do que clara: NÃO!

Um DeMolay nos dias atuais tem que ser forte, firme em suas decisões, lapidar ideais de liderança, perseverança e atitude. Para isso, devemos sempre estar abertos a sugestões, críticas, trocas de experiência, devemos também manter um vínculo forte entre Irmãos, para que possamos nos focar em tais ideais e aplicá-los em nossa vida, seja em casa, no trabalho, na escola, ou mesmo na rua ao caminhar.

A relação da Ordem com o DeMolay é como o funcionamento de um relógio de pulso analógico. Podemos dar corda nele o quanto quisermos, mas, se uma mínima engrenagem se desprender, o sistema inteiro não irá funcionar. Ser um DeMolay. Uma meta simples, porém tão difícil de ser alcançada. Além das colunas, está cada dia mais árdua a missão de honrar a Ordem em que tantos jovens adentram e em um mundo onde paus e pedras quebram ossos e palavras estraçalham o espírito, temos de ser fortes em nossos ideais, às virtudes consagradas em nosso peito. Pois nós DeMolays somos essas engrenagens e cada um, cada cargo, é importante para os ponteiros da caminhada da vida girarem.

(Paulo Gustavo Castelani)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Força

Me sentindo um lixo.

Não sei, um sentimento que corrói, de impotência, de desespero, incerteza, me sentindo um imprestável, sabe, um aposto da sociedade. Não sei se posso cumprir o que confiam a mim, afinal eu não passo de um moleque que completará 18, que por sinal, tenderá a ser o aniversário mais triste que já tive. Amigos indo embora, e eu aqui, cumprindo meu papel como "tiozão de cursinho" em mais um ano em que, cada progresso que eu tivesse seria um passo em rumo à solução dos meus problemas, mas não, continuo aqui preso na 'História', em 'Artes', 'Sociologia', 'Filosofia' e todas as "-ias" da vida escolar. Não que eu não goste dessas matérias, mas acontece que todos à minha volta estão no 'Cálculo', 'Ciência e Engenharia dos Materiais' e 'Geometria Analítica'. Vêem a diferença?
Eu poderia muito bem estar aprendendo, me tornando um profissional, ajudando com as despesas da família, pagando um seguro de saúde decente, pagando um médico capacitado, comprando um carro melhor, mas que não engasgue a cada esquina. Tô cansado, de tudo isso que passo.
Mas o que me impulsiona de verdade é saber que existem pessoas que me querem fazer o bem, que me apoiam, se importam comigo, me ajudam a levantar do foço e a ver o quão abençoado eu sou, porque eu poderia estar bebendo água de torneiras de casas alheias, comendo por bondade de donos de restaurantes os restos do serviço deles ou mesmo estendendo uma toalha no chão com um pedaço de espuma e chamando de "lar".
Obrigado Deus, por tudo que tem feito na minha vida e eu sei que nada acontece por acaso. Só tem me dado bençãos em cada um de meus passos, mesmo que às vezes esses passos mais se pareçam com tropeços, mas ninguém tropeça para trás quando se caminha para frente.
Eu sei que não tenho sido o melhor dos filhos, pois machuquei pessoas amadas, feri gente inocente e bombardeei palavras pífias. Mas eu me arrependo amargamente do todo. Acredito que Dias Melhores virão e que, cedo ou tarde as alegrias retornarão.


Certa vez ouvi um provérbio em que um imperador chinês poderosíssimo estava a caminhar em seu reino e ao ver sua imensidão extendida aos horizontes decidiu pedir ajuda a um sábio para ser um governante mais justo, melhor. Assim, um sábio chega ao palácio e apresenta um livro, de capa opaca, muito fino, quase sem páginas e disse ao imperador: "Em tempos de crise, lerás a primeira página e, em tempos de prosperidade, a segunda." -sumindo na vastidão do império.
Assim, estranhando, o imperador pegou o livro e guardou-o.
Pouco mais de alguns meses, o imperador estava sofrendo pressões da população pois os rios secaram, seu gado morreu e a peste assolava a cidade, assim decidiu seguir o conselho do sábio e lá dizia: "Em tempos de crise, tenha calma, isso vai passar!". Assim um sorriso brotou em seu rosto e não deu outra. Seu reino prosperava como nunca em pouco tempo. Seu primogênito iria se casar com a filha de um imperador próximo e logo seu reino iria se expandir, a população se fartava com o trigo das lavouras e seus cofres explodiam de ouro. Assim, mais uma vez, recorreu ao conselho do sábio que dizia na outra página: "Em tempos de prosperidade, calma, isso vai passar!".

E assim devemos agir mediante à vida.

~Não vou perder minha fé, não agora. Eu sei que em Deus tudo é possível e ele tem o que é meu e reservado. Pode não ser neste momento, mas eu sei que ele providenciará.



Sigo por Ti ♥

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Agonia


Amar é assim, se entregar. Mesmo quando a gente se sente triste simplesmente amar dá um jeito. A gente se encontra no outro, se preocupa, às vezes até demais, a gente confia, acredita, faz promessas, vive para o outro. E, analogando com uma simples rosa, há uma parte maravilhosa no relacionamento, florescida, fértil, cheirosa, que equivaleria às pétalas e uma parte desafiadora, complicada, na qual creio que é onde se definem os relacionamentos, os espinhos. Se não fossem os espinhos da vida, muitos poetas aposentariam seu chapéu e suas penas e virariam andarilhos. Todo relacionamento passa por isso, uma prova de amor em parte da vida na qual, a meu ver, destrói ou fortalece laços, só depende dos envolvidos. Se o amor é suficiente, ele ultrapassa essas barreiras, aprende com os erros, progride infinitamente num ciclo de barreiras (acho que é por isso que existem as bodas, que se estabelecem cada vez mais fortes, duras) e quando não, ele murcha, se apaga e perece sob o manto de fumaça em que foi aceso. A alma de poeta que vive em meu peito é sofrida, com muitos tropeços, arranhões. Assim, eu escrevo sobre isso, sobre a vida de um coração cortado em pedaços tentando palpitar em um peito apunhalado. Apesar de tudo, o mundo dá voltas, a felicidade se encontra e tenho certeza, que esses dois últimos meses tenho amado cada instante, cada momento, porém como já dizia a lei da quântica: o tempo é relativo. Tudo que é bom passa rápido e assim, foi outubro e novembro, uma flecha! Sentimos o tempo passando, e quando a gente ama realmente, quer que os segundos passem devagar e que um sorriso dure a eternidade. O tempo é patrono das ações e como os segundos não param na prática como num teórico cronômetro divino ele traz dúvidas, incertezas e insegurança, mas ironicamente, tudo causado por este intenso amor. Assim, repito, quero viver o momento, o presente, o agora! Mas por ser humano, um pobre ser fadado a decair no poço de seus pensamentos, eu erro, eu temo. Esse temor me corrói dia após dia. Pois não sei o que será de mim, de minha mãe, de minha avó, de meus amigos, mas principalmente, de nós . Mesmo assim, eu continuo crendo que dias melhores virão e que cada minuto eu quero viver, junto de quem amo.

~2 meses juntos e obrigado por cada sorriso e cada lágrima em meu rosto. (Mariana P. Costa)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Conquistas



-Reflexão Cotidiana-


A vida é feita de dissabores. De uma simples sensação na planta dos pés ao formigamento intenso de todo o corpo, as sentimos. Ah, adolescência! Onde tudo nessa vida é amor e estudo. Mais um que outro por sinal. Conciliá-los é dever de muitos e meta de poucos. Aprendi, pelo caminho mais longo, que nesta vida eu só tenho uma escolha momentânea. Porém o outro caminho vive a me tentar, resgatando no mais profundo de meu ser, no canto mais recôngito de minha alma alguma lembrança pra me fazer sofrer internamente no frio da noite. Simplesmente cansei. Não assumirei algo sendo que posso me decepcionar. Meu foco é outro. Assim como o alpinista de uma montanha, tenho de me focar na minha trilha, decidindo os rumos que tomarei e para qual lado da bifurcação devo seguir. Além disso, é como se o cume da montanha fosse meu Nirvana. Meu descanso eterno, o futuro. Não posso desistir, nem voltar atrás, o que me resta apenas é viver no meu rumo. Saber que tudo que você escalou até aqui foi feito com esforço, alegria e muito apoio é gratificante e ainda, saber que o que você tem pela frente é melhor, te dá forças para prosseguir sem exitar. No entanto, como qualquer bom alpinista, você sempre estará descontente. Com seus equipamentos, com sua equipe, ou mesmo achando que o outro rumo seria muito melhor. Amor e estudo, dúvida cruel! Um preenche o outro. O duro é saber preencher ambas as partes. Mas o prazer é imenso em ambas as vitórias. Ah, sabores! E como é triste a decepção por parte dos mesmos. Ah, dissabores! Sigo por aqui. Classificado na UTFPR em Engenharia Ambiental e à espera de mais uma tentativa na UEM. Como já diria o clássico ditado:

~Sorte no Jogo, azar no Amor! ;~

C'est la vie!


Já dizia o poeta. O tempo não para. Desistir jamais!





"Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo sem um arranhão!'


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Reflexões de um ano




-Espaço Reflexivo-


Simples palavras não expressam um ano, não podem elas sequer descrever sentimentos, sensações, hibridizações, observações e experimentos. Assim, ficamos com imagens representando nosso ano, colagens em nossos armários, estantes ou como penduricalhos em nossa memória.

As esperanças e renovações para um novo ano vêm na forma de promessas, como: "vou parar de fumar", "beber menos" ou "perderei uns quilinhos". Sempre pensamos a fim de aparência pois nós pregamos isso, a geração da estética. No entanto, a mudança a ser pregada é a interna, onde nós, meros mortais, sujeitos aos mais libertinos erros somos julgados e caçados até a morte, completando nosso ciclo de vida terrena...


Os fundamentos do coração

Pensando a fundo sobre a vida
formo aqui uma crença,
toda ação se basei no amor
e em seu oposto, a indiferença.

Caridade é amor,
Egoísmo é indiferença,
causas do prazer e da dor,
solidão e convivência.

Podemos então classificar
os sentimentos do coração
e logo após relacionar:
A dor que no peito há,
toda ação que pode haver,
o 'fogo que arde sem se ver',
o sentido de se existir,
a dor de ao outro sucumbir,
quão complexo é o amor,
que causa todo ódio e dor.

E, assim como o alfabeto,
como vogais e consoantes
juntas, formam palavras
das quais podem ser ligantes
de uma só razão, o afeto.
A vida então se baseia
nas nossas relações com os outros
e, mesmo nada sendo completo,
sem mesmo entender, então,
nos resta apenas amar.

Todos nós podemos amar, odiar, partilhar ou nem ligar.
Podemos perceber, acolher, não entender ou desmerecer.
Ainda sorir, ouvir, ficar ou partir,
só depende de sua vontade e bondade,
para doarmos amor e fazer caridade.


(1 de junho de 2009)


~Desejo a todos boas festas e um ano novo repleto de mudanças.